Município entrega casa a família de Montalegre – TVR

Município entrega casa a família de Montalegre – TVR

Mais de 100 mil euros deram uma outra cara à casa de Francisco Calejo. Com seis filhos, este barrosão viu, no Inverno passado, voar o telhado da habitação e com ele os desgostos da vida. Hoje, é um homem feliz à custa da aposta que a Câmara de Montalegre fez. Reconstruiu o que antes era indigno. Com este investimento, o executivo atinge, este ano, os 350 mil euros em apoio social. Esta politica, iniciada há 30 anos, garante o presidente, «é para continuar».

Natal antecipado no ninho de Francisco Calejo, homem de vocabulário corrido, contemplado pela politica social da Câmara Municipal de Montalegre. O executivo voltou a ter um «ano forte» nesta matéria. Foram várias as intervenções pelo concelho. A mais visível está em Montalegre, no bairro Albino Fidalgo, na zona industrial. É lá que encontramos a garbosa habitação de Francisco Calejo. As chaves foram-lhe entregues num ato discreto e simples. Acompanhado pela mulher e por um dos seus seis filhos, o feliz contemplado não mediu adjetivos para agradecer a postura da autarquia: «tenho uma alta consideração, desde há vários anos, pelo presidente da Câmara. Gostaria de agradecer, também, ao vice-presidente e à senhora vereadora. Foi uma prenda de Natal muito grande. Foi para mim, para a minha companheira e para os meus filhos. É com o maior respeito e humildade que lhes digo obrigado».

«FICAMOS SEM TELHADO»

Os olhos de Francisco Calejo angustiam com a memória. Lembra tempos difíceis onde teve que deixar o torrão natal em busca de melhores dias: «a casa não tinha condições absolutamente nenhumas. Ainda tentei dar-lhe condições. Deixei a minha mulher e os meus filhos e fui trabalhar para o Algarve. A verdade é que não consegui. Todos os anos ficava pior. O facto de ser uma casa “funda”, foi ficando cada vez mais degradada. A humidade entrava por ela dentro. O pior aconteceu em fevereiro com o minitornado. Ficamos sem telhado…». É aqui que entra a mão do município de Montalegre. O relato é franco e direto: «sabendo o que me aconteceu, a Câmara quis-me ajudar. Aproveitei e só tenho que agradecer. Não há palavras que se possam mencionar para agradecer este gesto de bondade e humanidade. É uma autêntica lição que este município dá!».

INVESTIMENTO | 350 MIL EUROS

Visivelmente satisfeito, Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, começou por esclarecer que a autarquia tem vindo a seguir esta politica «há muitos anos», com fortes  investimentos anuais «na área do apoio a famílias carenciadas». Neste sentido, vinca, «no ano em curso, são mais de 350 mil euros de esforço de financeiro que a Câmara fez. Mas, estamos muito satisfeitos por poder fazê-lo, porque vejo a miséria que graça em tantos sítios das nossas principais cidades e onde, às vezes, a insensibilidade de quem dirige as localidades faz com que as pessoas perdurem e vivam na mais completa miséria e abandono». O autarca, acompanhado pela vereadora da Ação Social, Fátima Fernandes, acrescentou garantias e um conjunto de reflexões: «vamos continuar a investir na felicidade das pessoas que vieram ao Mundo, são nossos irmãos e não têm culpa que a vida lhes não tenha sorrido. Convivo diariamente, também, com manifestações de incompreensão para com a política habitacional. Às vezes, as pessoas não compreendem estes gestos. Isto é aquilo que a política de mais nobre tem e é, também, aquilo que de mais nobre o coração dos homens pode e deve ter. Não há mais espaço para invejas e para dizer que fulano tem bom corpo para trabalhar ou sicrano não precisa. Há é o dever que temos de perceber que, à nossa volta, há muita gente a precisar do nosso apoio, do apoio irmão de todos os cidadãos e, naturalmente, do apoio institucional da autarquia. É isso que estamos aqui a fazer. É o que vamos continuar a fazer».

TELHADOS DE LUSALITE | FIM

Embalado, Orlando Alves anunciou que irá banir os telhados com lusalite ainda existentes: «vamos iniciar em 2018, no bairro Albino Fidalgo, o processo de desmantelamento dos telhados com lusalite, porque são potencialmente cancerígenos. Essa é, também, uma das facetas mais nobres que a política tem: de acudirmos àqueles que mais precisam. Iremos, progressivamente, tentar desmantelar todos os telhados que estão com lusalite, de forma a que as pessoas se sintam confortadas nas suas casas e, sobretudo, com a segurança de que o telhado não lhes cause distúrbios/perturbações graves na sua saúde». Uma aposta, reforça o edil, com um foco claro: «onde houver famílias a precisar da ajuda da Câmara, mais tarde ou mais cedo, nós vamos aparecer».

INVESTIMENTO TOTALMENTE SUPORTADO PELO MUNICÍPIO

Tal como já ocorreu em situações similares, também aqui o investimento é «inteiramente suportado pelo município». Um esforço financeiro que ultrapassa os 100 mil euros num “bolo”, para o corrente ano, que atinge os 350 mil. Decisões que enchem uma vaidade, envolta num sentimento de dever cumprido, assim o assume o líder do executivo municipal: «esta obra ultrapassa os 100 mil euros. O que fizemos aqui e, sobretudo, nos bairros das Minas da Borralha – onde há gente a viver com muitas dificuldades – e o que fizemos na freguesia de Cervos, vamos ter que fazer noutras localidades do nosso concelho». A rematar, sintetiza: «é isto que nos engrandece. Este é o lado nobre e bonito que a política tem. É um esforço. É merecido. É direito que é reconhecido a quem, certamente, não pediu para vir ao Mundo e tem todo o direito em constituir família e em viver numa casa digna».

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Texto: C.M. Montalegre

 

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